3.3.14

Um mero peão

Li há pouco que a Rússia ameaçou a Ucrânia com um ataque pleno se não render a Crimeia até às três da manhã de terça-feira. O que faz com que seja muito bem possível eu acordar amanhã com uma guerra a decorrer no outro lado da Europa.

É triste. Porque aquele país é um mero peão nas esferas de influência que ainda se sentem. Uns com um ego enorme, outros com dinheiro e recursos nos bolsos e os coitados no meio que se lixem.

A desagregação da URSS pôs a nú as divisões alietórias de espaço que tinha dentro de si. Exílios, interesses, migrações em massa moldaram a coisa e agora é isto.

E o que me assusta não é a sombra da terceira guerra mundial. Que acho sinceramente que isso não irá acontecer. O que me atormenta é que a Ucrânia vai ficar sozinha e abandonada. Como já esteve até aqui.
Senão vejamos: a China já veio apoiar a Rússia. Não que a China se meta em guerras dos outros, mas tem todo o peso que o seu novo estatuto de primeira potência económica mundial lhe confere. A Rússia não teme o Ocidente porque o comprou com casas em Londres ou na Riviera Francesa ou na ilha de Chipre. Os EUA não se vão meter numa guerra que lhes vai trazer mais traumas e custar uma pipa de massa. A Europa é um franganito que não irá actuar numa frente destas e vai alinhar com o Reino Unido que já veio dizer que é pela paz e pelo diálogo.

E no meio, lá está, lixam-se os que lá estão. Com os revivalismos de extrema direita, com a confusão em ser pró-Rússia e ostentar bandeiras com foices e martelos, com as quedas de governos que têm o apoio de metade do país e, claro, tudo isto na premissa de que como há interesses de uns no país dos outros butes lá invadir aquilo.

Com base nisto eu voto na invasão da Sibéria por Portugal, porque há lá petróleo, devem lá haver uns portugueses espalhados e é mais fresquinho no verão. É, por isso, do nosso interesse.

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